ARTE PRA RESPIRAR 

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   Considerando os acontecimentos sociais e políticos mais recentes,  tenho me dedicado quase que integralmente neste período de quarentena a compreender qual o meu lugar como indivíduo e artista, e também como agir e reagir a estes mesmos acontecimentos num ano que está se apresentando como um dos anos mais desafiadores pra todos nós, e mais difícil ainda para outros que estão em situação de maior vulnerabilidade, seja por cor de pele, seja por condição econômica. 
   Hoje milhares de pessoas já morreram e outras dezenas de milhares lotam leitos de UTI em todo o mundo com sintomas de um vírus que causa problemas respiratórios. Estamos todos teoricamente isolados em casa - de acordo com os nossos privilégios e possibilidades -  num período de quarentena que não termina... E, como se todos estes adventos não fossem suficientes, ainda acompanhamos notícias de manifestações por todo o mundo a favor de uma sociedade justa e menos violenta , que ganhou força e relevância por conta de mais um dos muitos assassinatos a sangue frio motivado por preconceito e ignorância em que o americano negro George Floyd morreu declarando a frase "I can't breathe".
Estamos doentes. 
   Não conseguimos respirar. Muitos já não conseguem mais respirar a muito tempo, e nós só temos nos dado conta agora. 
Eu, artista branca reconheço meus privilégios, e é com cautela que também me posiciono para não roubar o lugar de fala de nenhuma causa. Mas também cansei de militar apenas em redes sociais e não ajudar de maneira DIRETA, EFETIVA.
   Não dá mais para expor opiniões online e achar que o nosso papel já foi cumprido. É necessário estudo, conscientização e atitudes diretas, que tentem reparar um pouco da injustiça, desigualdade e racismo inquestionavelmente presentes na nossa sociedade. Pretos foram explorados durante milhares de anos e eu não posso reparar todas as atrocidades que eles sofreram, mas posso compartilhar dentro do que realizo, com a obra das minhas mãos.
Gerar renda e compartilhar o que recebo.
   Com isso em mente que decidi expor estas obras e enviar 50% do valor arrecadado para Organizações que lutam diretamente contra o racismo e desigualdade, e zelam pela vida de famílias que estão
sendo afetadas pela crise econômica e passando dificuldades durante o isolamento.